terça-feira, 13 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Reflexão - o Fim do Emprego e o Empreendedorismo (vídeo)
Créditos para Waldez Luiz Ludwig: professor, consultor em gestão empresarial e palestrante.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
MEC visita Projeto Cambira
O Ministério da Educação, através do Prof. Dr.Edmar Almeida de Moraes (coordenador de políticas de formação humana na área de pesca da Secretaria de Educação Profissional do Ministério da Educação), visitou a Cozinha Experimental do IFC - Araquari, onde ocorrem as aulas e práticas do Projeto Cambira.
No dia da visita as mulheres do projeto estavam desenvolvendo e produzindo a salsicha de peixe, um produto que certamente fará parte da merenda escolar das escolas dos municípios que abrangem a região norte de Santa Catarina.
A Cooperativa da Comunidade Pesqueira de Balneário Barra do Sul, está em processo de formação, esperando que em breve sua unidade de beneficiamento possa estar produzindo este e outros produtos a base de pescados.
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| Da direita para a esquerda, Prof. Edmar A. de Moraes (MEC), Prof. Robert Lenoch (Diretor do IFC Araquari) , Prof. Rodrigo Gomes (Coordenador Pedagógico doProjeto Cambira) e mulheres do Projeto. |
No dia da visita as mulheres do projeto estavam desenvolvendo e produzindo a salsicha de peixe, um produto que certamente fará parte da merenda escolar das escolas dos municípios que abrangem a região norte de Santa Catarina.
A Cooperativa da Comunidade Pesqueira de Balneário Barra do Sul, está em processo de formação, esperando que em breve sua unidade de beneficiamento possa estar produzindo este e outros produtos a base de pescados.
domingo, 4 de setembro de 2011
Programa DRS discute diretrizes e avalia suas ações
Aconteceu no dia 01 de setembro de 2011, nas dependências do Instituto Federal Catarinense - Araquari, a reunião do Programa Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), que é uma estratégia negocial de atuação do Banco do Brasil junto as localidades em que o banco atua, buscando impulsionar o desenvolvimento sustentável das regiões por meio da mobilização de agentes econômicos, políticos e sociais, desenvolvendo parcerias entre instituições, organizações comunitárias e o público assisitido. O papel do Banco do Brasil é o de ser um agente catalisador das potencialidades locais e dos diferentes agentes existentes nas comunidades, de forma a promover o desenvolvimento sustentável.
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| Integrantes do DRS abrindo a reunião |
Estiveram presentes na reunião, a presidente da Amupesc, Antonia Edarzima Xavier, o coordenador do projeto Cambira, Paulo Xavier, o secretário de Pesca de Balneário Bara do Sul, Salomão Castanho, o prefeito municipal de Balneário Barra do Sul, Antonio Rodrigues, os representantes do Banco do Brasil, Hélio Granemann Feroldi, Marilene de Fátima Bortolini Parisi, Edinéia Heidemann Zermiani, Jorge Luíz Skrypcsak e Luciana Tavares de Mendonça Simonal, o extensionista da Epagri, José Eduardo Calcinoni e 20 mulheres da Cooperativa de Beneficiamento e Comercialização de Pescados de Balnea´rio Barra do Sul. Todos foram recebidos pelo diretor geral do IFC/Araquari, professor Robert Lenoch.
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| Paulo Xavier apresentando os resultados do projeto |
A reunião, que teve além de apresentações sobre os resultados do Projeto Cambira e o papel das parcerias, serviu de avaliação do andamento e das ações futuras. " A evolução do Programa DRS em Barra do Su é muito visível. Estamos avaliando tudo que foi feito e pensando em caminhando futuros", relata Paulo Xavier, coordenador do Projeto Cambira. Para o extensionista da Epagri de Balneário Barra do Sul, José Eduardo Calcinoni, a dimensão do Projeto Cambira muito além do que se imaginava. "Hoje recebemos pessoas e e-mails de vários lugares, até mesmo de outros países. Todos procuram informações de como estamos desenvolvendo um trabalho de alta qualidade na comunidade pesqueira".
Confira abaixo as entidades que apoiam a atividade pesqueira de Balneário Barra do Sul, através do DRS:
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Matérias sobre couro de peixe no blog do Projeto Pacu
Leia a matérias sobre couro de peixe no blog do Projeto Pacu, clicando nos links abaixo.
É um belo aproveitamento para as peles de peixes!!
http://blog.projetopacu.com.br/coisas-que-gostamos/couro-de-peixe-e-tres-chiq/
http://blog.projetopacu.com.br/coisas-que-gostamos/couro-de-pirarucu/
É um belo aproveitamento para as peles de peixes!!
http://blog.projetopacu.com.br/coisas-que-gostamos/couro-de-peixe-e-tres-chiq/
http://blog.projetopacu.com.br/coisas-que-gostamos/couro-de-pirarucu/
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Projeto replica conhecimentos. Agora para alunos de Curso Técnico em Agropecuária do IFC Araquari

A replicação dos conhecimentos nas Oficinas de Agregação de Valor ao Pescados pelas ex-alunas do Projeto Cambira, agora instrutoras, continua de forma bem satisfatória e com ótima aceitação por parte dos novos aprendizes.
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| Explicações iniciais sobre pescados |

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| Processo de filetagem |
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| Preparação do fishburguer |
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| Instrutora Luciane e alunos |
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| Prof. Robilson Antonio Weber, responsável pelos alunos do Curso Técnico em Agopecuária do IFC Araquari e as instrutoras da Oficina de Pescados |
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| Processo de despolpagem manual (retirada da carne) |
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| Da direita para esquerda as instrutoras Maria Helena, Cheila e Joana e aluna da Oficina. |
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| Resultado final da Oficina |
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Projeto cambira participará do III Festival de Pesca da Fundação 25 de Julho
O III Festival de Pesca da Fundação Municipal 25 de Julho será no dia 12 de outubro de 2011.Os detalhes foram acertados na última reunião da associação Joinvilense de aquicultores(AJAQ) dia 02 de agosto e contou com a presença do Presidente da Fundação Rivelino Simas.
Muitas atrações estão previstas para o III Festival, como um jantar de lançamento, exposição de stands ligados a área da pesca, parque infantil, pesca esportiva, pratos a base de peixe dentre outros. Serão abertas somente incrições antecipadas no mês de setembro para 300 pescadores .
Estaremos expondo aos visitantes a evolução do projeto e a formação da Cooperativa da Comunidade Pesqueira de Balneário Barra do Sul, além de oferecermos uma degustação dos Produtos Cambira tais como a linguiça e o hamburguer de peixe e a cambira.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Mulheres do projeto Cambira replicam os conhecimentos para a comunidade
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| Grupo de mulheres capacitadas na oficina de processamento de pescados |
Os conhecimentos adquiridos pelas mulheres da Cooperativa da Comunidade Pesqueira de Balneário Barra do Sul, que participaram de cursos de Processamento de Pescados e Cooperativismo, realizado de março de 2010 até junho de 2011, em paceria com o IFC/Campus Araquari e Epagri, agora são replicados pelas próprias alunas para outras pessoas da comunidade, através de oficinas específico de Processamento de Pescados.
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| Cooperada Joana Kaminski, manipulando os pescados |
Na oficina realizada na Cozinha Experimental do IFC/Campus Araquari, que teve duração de oito horas, as pessoas tiveram a oportunidade de aprender a manipular os pescados conforme as Boas Práticas de Fabricação, e entender como e porque pode-se obter um melhor aproveitamento. "Com excessão das vísceras, dos ossos e espinhas, tudo pode ser aproveitado, seja para fazer bolinhos, seja para curtir a pele, seja para filé ou posta", afirma a pescadora e instrutora da aula prática, Cheila Verbiene.
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| Hamburguer produzido na aula |
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Reunião no dia 12 de julho de 2011 escolhe diretoria da Cooperativa
A Cooperativa da Comunidade pesqueira de Balneário Barra do Sul se consolida a cada dia que passa.
Na reunião do dia 12 de julho de 2011 foi realizada e eleição para escolha da sua diretoria.
A oficialização da Cooperativa deverá ocorrer nos proximos dias.
| Josué de Souza (em pé) foi escolhido como Presidente da Cooperativa |
Presidente: Josué de Souza
Vice Presidente: Maria Helena dos Santos Luzia
Tesoureiro: Rosangela Vieser
2º Tesoureiro: Paulo Xavier de Almeida
Secretário(a): Maurília Roters Kopmann
2º Secretária: Cheila Cristina Sebastião da Silva VerbieneCONSELHO FISCAL:
Fernando Vieser
Josiane Gorete Carvalho RodriguesCórdula Schulz
SUPLENTES:
Alessandra Cristina da Silva Souza
Arlete Dalla Vechia
Raquel Damasceno da Silva
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Produção de alimentos X Meio ambiente
SINUCA DE BICO
Xico Graziano
Dois grandes desafios, historicamente opostos, afligem a humanidade: alimentar a crescente população e preservar o meio ambiente. Nesse dilema civilizatório inexiste solução fácil. Tempos difíceis se aproximam.
Uma variável fundamental reside no crescimento da população. A crise ecológica que afeta o mundo somente passou a se manifestar quando os seres humanos ultrapassaram certo limite na pressão sobre os recursos naturais do planeta. Assim nasceu o conceito da pegada ecológica.
Seu cálculo determina a extensão do território - em terra e no mar - necessária para sustentar uma pessoa, ou a sociedade, considerando o nível de tecnologia e o modo de vida. Calculado em hectares, o seu valor permite avaliar a sustentabilidade da civilização.
Os dados da Global Footprint Network, entidade que propôs originalmente a ideia, indicam que a pegada ecológica global atingiu 2,7 hectares por pessoa (2007). Multiplicando esse valor pela população mundial, resulta em 18,1 bilhões de hectares. Essa seria a área necessária para sustentar a demanda, ambientalmente falando, da sociedade global.
Acontece que a disponibilidade biologicamente produtiva no mundo soma 13,4 bilhões de hectares. Ou seja, a pegada ecológica da humanidade já ultrapassou a capacidade de suporte do planeta Terra em 35%. Das duas, uma: ou se modifica o modo de vida, tornando-o menos perdulário da natureza, ou se reduz a população humana. A primeira providência será dificílima; a segunda, quase impossível.
Vale o raciocínio: o nível de consumo médio da sociedade global estabelece uma pressão sobre os recursos naturais capaz de sustentar, no máximo, 5 bilhões de habitantes. Mas a população mundial, conforme estima a ONU, deverá atingir 9 bilhões de pessoas próximo de 2050. O colapso da sociedade, portanto, somente se evitará com a alteração do padrão civilizatório.
É bem verdade que essa trajetória rumo ao mundo sustentável vai afetar desigualmente as nações. Os países ricos detêm 20% da população mundial, mas consomem 80% dos recursos naturais do planeta. Mais populosos, os países em desenvolvimento lutam para escapar da miséria e atingir o invejado modo de vida dos povos ricos, europeus ou norte-americanos. É trágico perceber que dificilmente essa hora chegará para eles.
Mesmo com as esperadas inovações tecnológicas, que possivelmente elevarão a oferta de energia limpa, entre outros ganhos ambientais, é inimaginável supor que a totalidade da população humana possa vir a manter, no futuro próximo, um padrão de vida semelhante ao dos ricos de hoje. Um azar histórico se configura.
A visão antecipada da tragédia poderá ser, por outro lado, a sorte da humanidade. Decisões políticas, locais e globais, chegarão para consignar a mudança civilizatória. Esse necessário adeus ao sonho de consumo ocidental, entretanto, atormenta a imaginação. Como estaremos vivendo no final deste século?
Ninguém sabe direito. A incerta trajetória rumo ao mundo sustentável trabalha com raciocínios utópicos: novas tecnologias se combinarão com profundas mudanças culturais; os desejos de consumo e as expectativas de vida ter-se-ão modificado; os direitos e os deveres incluirão normas da sociedade global; a educação ambiental prevalecerá. Haverá harmonia entre homem e natureza.
Na dura realidade, para ser bem resolvida a equação sustentável dependerá do sucesso de uma variante fundamental: a segurança alimentar. Aqui o problema fica mais complexo. A necessidade crescente da produção de alimentos vai elevar a pressão sobre o território natural.
A alimentação humana navega no fio da navalha. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que a demanda mundial por alimentos cresça entre 70% e 100% até 2050, bem acima do aumento populacional. Isso porque a urbanização e a melhoria da renda familiar nas economias em desenvolvimento exigem mais proteína na mesa das pessoas. China e Índia que o digam.
É certo que a capacidade produtiva da agropecuária venceu, por enquanto, a disputa com a população. Todos reconhecem que tal êxito se deve à fantástica evolução tecnológica combinada com a queda na taxa de natalidade. Ponto pacífico.
Houve, porém, um terceiro fator decisivo: a farta disponibilidade de terras virgens. Nos últimos 200 anos, desde que Malthus publicou seu famoso ensaio sobre a população, o desmatamento progressivo de imensos territórios garantiu a expansão da base produtiva rural. Não faltou comida.
É dramático perceber que o processo exploratório sobre a natureza bruta se esgota. Anda no limite a capacidade da agricultura norte-americana e europeia, tanto quanto na China, Índia, Austrália. Pior: milhões de hectares de terras produtivas sofrem com a salinização, o rebaixamento do lençol freático e a desertificação.
Conclusão: será cada vez maior o esforço para aumentar a produção de alimentos. Por outro lado, a pressão ambientalista requer novas áreas protegidas, em nome da biodiversidade planetária. No passado o desmatamento corria solto. Hoje é inaceitável na opinião pública.
Comete crasso erro de análise quem invocar o velho dilema malthusiano como desculpa para a inércia. O desafio alimentar que a humanidade enfrenta agora surge em outro patamar. A inédita demanda proteica, puxada pela queda progressiva da pobreza mundial, ocorre em tempos de reclamo preservacionista. Sinuca de bico.
Torna-se ridículo, nesse complexo cenário, verificar as querelas egoístas e sectárias entre ambientalistas e ruralistas, que brigam pelo Código Florestal olhando o próprio umbigo. Para vencer o grande desafio da humanidade, em vez de inimigos, necessariamente eles terão de se irmanar.
AGRÔNOMO, FOI SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO.
E-MAIL: XICOGRAZIANO@TERRA.COM.BR
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Cooperativa da Comunidade Pesqueira na Festa da Tainha
Os integrantes da Cooperativa da Comunidade Pesqueira de Balneário Barra do Sul estiveram presentes na 19ª Festa da Tainha, na praça de alimentação, com um restaurante. Os produtos Cambira — marca desenvolvida e registrada pelo grupo — foram apresentados ao público que puderam degustá-los e comprá-los.
| Restaurante da Cooperativa na praça de alimentação |
Durante os cindo dias de festa foram gravados dois programas televisivos que irão ao ar no próximo sábado, circulado na região de Joinville, além de uma reportagem da TV/RBS para o jornal de sábado, e matéria na mídia impressa, jornais Notícias do Dia e A Notícia. Diversas autoridades também visitaram o estande buscando informações e oferecendo apoio.
"A festa serviu para divulgação dos produtos Cambira. Nossos produtos fizeram sucesso, foram novidade", afirma Antonia Xavier, pescadora e cooperada, e finaliza, "Estamos felizes com o resultado." Segundo o extensionista da Epagri, José Eduardo Calcinoni, a parceria entre prefeitura municipal, através da Secretaria de Esporte e Turismo foi fundamantal para alcançar o objetivo do grupo, que foi o de divulgar os produtos e vende-los ao mesmo tempo. "Nosso próximo passo é se focar no Plano de Negócios, que vai ser elaborado em parceria com o Sebrae. A festa serviu para mostrar a boa aceitação dos produtos Cambira, mas, ainda há um longo caminho à frente", explica.
Paulo Xavier de Almeida, coordenador do Projeto, ressalta que é preciso avaliar os resultados da festa. "Nessa mesma semana faremos uma reunião com os cooperados para refletir sobre nossa participação na festa e avaliar o desempenho financeiro", conta.
Paulo Xavier de Almeida, coordenador do Projeto, ressalta que é preciso avaliar os resultados da festa. "Nessa mesma semana faremos uma reunião com os cooperados para refletir sobre nossa participação na festa e avaliar o desempenho financeiro", conta.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Curiosidade - origem do nome Cambira
Cambira
Em todas as Festilhas – Festa das Tradições da Ilha de São Francisco do Sul – a cambira tem sido uma das especialidades mais consumidas pelos presentes. Disputa o pódium com a linguiça da vagabunda e a sardinha recheada. Mas o que é? Quando vim para Joinville advogar, graças ao nosso (do Abelardo Ganacinha e meu) bom desempenho nas áreas trabalhista e previdenciária, fomos contratados pelos sindicatos portuários de Araquari (havia porto e bem movimentado) e de São Francisco do Sul. E numa das vezes em que fomos dar assistência ao pessoal da Babitonga, o Couto nos convidou para comer uma cambira. Que era?Abelardo Ganacinha, o fiel escudeiro por 36 longos anos, explicou: é uma tainha limpa, salgada e seca ao sol.
– Escalada? Como a nossa de Floripa!
– Igualzinha!
Quando Marcia e eu viemos morar na Ilha Encantada, pesquisei a origem e o preparo da pescada. Ela, Marcia, no Hotel Porto de Paz, hoje, criou e prepara com três receitas: cambira inteirinha, frita no óleo de oliva; cozida e desfiada com salada de batata; em filés pequenos com nata, cebola e maçã. Com uma das mais antigas preparadoras deste excelente prato, soube de toda a sua história.
Nos grandes lances, que se davam àquela época – hoje minguados –, ante a falta de gelo e geladeiras para guardá-las frescas, eram expostas ao sol em trempes de bambu sobre o mar, próximo à praia, depois de evisceradas. Era um processo inteligentemente prático e econômico: faziam reserva do pescado; o mar as salgava, ao ponto, com a evaporação; os insetos – moscas, principalmente – não as infectavam. Eram, então, milhares delas, guardadas até a próxima safra ou lance no período da desova e do corso. Neste período, vendiam, trocavam por outros artigos necessários ou as consumiam, simplesmente. Restou-me uma dúvida atroz.
– Donde o nome cambira?
Ela não me soube explicar e parti para a pesquisa, sem êxito. Aurélio, Houaiss; Aulette, Silveira Bueno, Google, nenhum me deu a resposta. Encontrei, até, cidades e pratos de culinária com o nome.
Não desisti e fui-me a mais diálogos, a fim de ver se descobria a origem do nome. Após dois anos e meio, descobri!
Quando lhe fiz a pergunta:
– Como vocês carregavam aquela quantidade enorme de tainhas secas para as carroças, carros ou, de canoa, pros mercados?
– Amarrando de três em três pelos olhos, “ca embira”.
CARLOS ADAUTO VIEIRA, JORNALISTA, ESCRITOR E VICE-PRESIDENTE DA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE SÃO FRANCISCO DO SUL (ALASFS)
terça-feira, 7 de junho de 2011
Reflexão - Cooperar para não morrer na praia
Cooperar é interagir, é conseguir que os resultados almejados sejam trabalhados em equipe.
Mas lidar com seres humanos nem sempre é fácil, pois como sabemos, cada um pensa de um modo diferente e as idéias nem sempre são compartilhadas por todos; daí nasce um impasse que, muitas vezes, coloca um trabalho que vinha sendo elaborado com muito esforço, num fracasso total.
Então, como trabalhar em equipe cooperando uns com os outros, mesmo com pensamentos diferentes, sem comprometer o resultado final?
A equipe, como um todo, pode e deve adotar novas maneiras de trabalhar e resolver seus problemas diários, aplicando algumas regrinhas básicas, a fim de que o respeito pelo colega de trabalho seja preservado e que com muita paciência e diplomacia os trabalhos a serem executados não sejam comprometidos.
São elas:
1. Cada um da equipe deve entender que todos estão ali para resolver problemas e não para fazer valer suas imposições e suas vaidades pessoais.
2. Ouvir bem para que nenhum assunto seja entendido mal e nem interpretado ao bel-prazer de cada participante.
3. Admitir que o outro tem uma idéia melhor é uma demonstração de humildade e grandeza.
4. E a mais importante dica de todas é que após o final de uma reunião, todos colaborem com a pessoa que lançou uma idéia nova e que foi aprovada pela maioria.
Seguindo essas regras, um passo gigantesco terá sido dado rumo ao sucesso de toda a equipe.
Uma empresa em que seus membros não cooperam entre si é uma empresa fadada a não conseguir os resultados almejados.
Toda empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, deve adotar uma política de grande cooperação entre seus funcionários, com o intuito de que a mesma possa, junto aos seus membros, progredir cada vez mais.
Mas é bom lembrar que cooperar não é fazer o trabalho do outro e sim ajudar a equipe a realizar o melhor trabalho possível.
Fonte: A era da Cooperação
* Eugênio Sales Queirozdomingo, 5 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Pescadoras da Cooperativa da Comunidade Pesqueira de Balneário Barra do Sul em destaque com receitas à base de pescados
Dona Maria Luzia mostrando a confecção da linguiça de peixe
A pescadora Cheila Verbienen sendo entrevistada por Janete Fabro
Joana fazendo o preparo do kibe de peixe
Hoje, a atividade pesqueira conquistou sua valorização, especialmente pelos poderes públicos, não somente como uma atividade que precisa de melhor organização, mas, como a que tem um grande potencial para geração de empregos, confecção de produtos alimentícios e turismo. O trabalho de agregação de valor junto às comunidade pesqueiras é fundamental para a viabilidade econômica da atividade, visto que, os estoques naturais estão cada vez mais escassos.
Confira a matéria que veículou no jornla Notícias do Dia (03.06.201):
sábado, 28 de maio de 2011
Restaurante Tambaiá aprova Produtos Cambira
Durante os dias 20, 21 e 22 de maio o Restaurante Tambaiá, no hotel Baití localizado em Itapoá, SC (http://www.baiti.com.br/) realizou um Final de Semana Gastronômico. Dentro do cardápio, um dos pratos elaborados pelo Chef Vanderlei Literoni, convidado para participar do festival, foi um delicioso Escabeche de Cambira ao Azeite de Tangerina.
O Projeto Cambira teve a honra de participar deste final de semana como um parceiro do festival, fornecendo cambiras de tainha para elaboração dos pratos.
Ao final do festival o Restaurante Tambaiá reforçou a parceria com o Projeto Cambira, inserindo em seu cardápio a Cambira oriunda da Cooperativa das Mulheres pescadoras de Balneário Barra do Sul.
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