segunda-feira, 27 de junho de 2011

Cooperativa da Comunidade Pesqueira na Festa da Tainha

Os integrantes da Cooperativa da Comunidade Pesqueira de Balneário Barra do Sul estiveram presentes na 19ª Festa da Tainha, na praça de alimentação, com um restaurante. Os produtos Cambira — marca desenvolvida e registrada pelo grupo — foram apresentados ao público que puderam degustá-los e comprá-los. 
Restaurante da Cooperativa na praça de alimentação

Grande destaque para a lingüiça de peixe e para a cambira. Os dois produtos foram colocados para degustação e tiveram uma excelente aceitação, segundo questionário respondido pelos degustadores.
















Durante os cindo dias de festa foram gravados dois programas televisivos que irão ao ar no próximo sábado, circulado na região de Joinville, além de  uma reportagem da TV/RBS para o jornal de sábado, e matéria na mídia impressa, jornais Notícias do Dia e A Notícia. Diversas autoridades também visitaram o estande buscando informações e oferecendo apoio.

"A festa serviu para divulgação dos produtos Cambira. Nossos produtos fizeram sucesso, foram novidade", afirma Antonia Xavier, pescadora e cooperada, e finaliza, "Estamos felizes com o resultado." Segundo o extensionista da Epagri, José Eduardo Calcinoni, a parceria entre prefeitura municipal, através da Secretaria de Esporte e Turismo foi fundamantal para alcançar o objetivo do grupo, que foi o de divulgar os produtos e vende-los ao mesmo tempo. "Nosso próximo passo é se focar no Plano de Negócios, que vai ser elaborado em parceria com o Sebrae. A festa serviu para mostrar a boa aceitação dos produtos Cambira, mas, ainda há um longo caminho à frente", explica.

Paulo Xavier de Almeida, coordenador do Projeto, ressalta que é preciso avaliar os resultados da festa. "Nessa mesma semana faremos uma reunião com os cooperados para refletir sobre nossa participação na festa e avaliar o desempenho financeiro", conta.
Cooperadas Raquel e Marisete vendendo os produtos à base de pescados
               

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Curiosidade - origem do nome Cambira

Cambira

Em todas as Festilhas – Festa das Tradições da Ilha de São Francisco do Sul – a cambira tem sido uma das especialidades mais consumidas pelos presentes. Disputa o pódium com a linguiça da vagabunda e a sardinha recheada. Mas o que é? Quando vim para Joinville advogar, graças ao nosso (do Abelardo Ganacinha e meu) bom desempenho nas áreas trabalhista e previdenciária, fomos contratados pelos sindicatos portuários de Araquari (havia porto e bem movimentado) e de São Francisco do Sul. E numa das vezes em que fomos dar assistência ao pessoal da Babitonga, o Couto nos convidou para comer uma cambira. Que era?

Abelardo Ganacinha, o fiel escudeiro por 36 longos anos, explicou: é uma tainha limpa, salgada e seca ao sol.

– Escalada? Como a nossa de Floripa!

– Igualzinha!

Quando Marcia e eu viemos morar na Ilha Encantada, pesquisei a origem e o preparo da pescada. Ela, Marcia, no Hotel Porto de Paz, hoje, criou e prepara com três receitas: cambira inteirinha, frita no óleo de oliva; cozida e desfiada com salada de batata; em filés pequenos com nata, cebola e maçã. Com uma das mais antigas preparadoras deste excelente prato, soube de toda a sua história.

Nos grandes lances, que se davam àquela época – hoje minguados –, ante a falta de gelo e geladeiras para guardá-las frescas, eram expostas ao sol em trempes de bambu sobre o mar, próximo à praia, depois de evisceradas. Era um processo inteligentemente prático e econômico: faziam reserva do pescado; o mar as salgava, ao ponto, com a evaporação; os insetos – moscas, principalmente – não as infectavam. Eram, então, milhares delas, guardadas até a próxima safra ou lance no período da desova e do corso. Neste período, vendiam, trocavam por outros artigos necessários ou as consumiam, simplesmente. Restou-me uma dúvida atroz.

– Donde o nome cambira?

Ela não me soube explicar e parti para a pesquisa, sem êxito. Aurélio, Houaiss; Aulette, Silveira Bueno, Google, nenhum me deu a resposta. Encontrei, até, cidades e pratos de culinária com o nome.

Não desisti e fui-me a mais diálogos, a fim de ver se descobria a origem do nome. Após dois anos e meio, descobri!

Quando lhe fiz a pergunta:

– Como vocês carregavam aquela quantidade enorme de tainhas secas para as carroças, carros ou, de canoa, pros mercados?

– Amarrando de três em três pelos olhos, “ca embira”.

CARLOS ADAUTO VIEIRA, JORNALISTA, ESCRITOR E VICE-PRESIDENTE DA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE SÃO FRANCISCO DO SUL (ALASFS)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Reflexão - Cooperar para não morrer na praia

Cooperar é interagir, é conseguir que os resultados almejados sejam trabalhados em equipe.

Mas lidar com seres humanos nem sempre é fácil, pois como sabemos, cada um pensa de um modo diferente e as idéias nem sempre são compartilhadas por todos; daí nasce um impasse que, muitas vezes, coloca um trabalho que vinha sendo elaborado com muito esforço, num fracasso total.

Então, como trabalhar em equipe cooperando uns com os outros, mesmo com pensamentos diferentes, sem comprometer o resultado final?

A equipe, como um todo, pode e deve adotar novas maneiras de trabalhar e resolver seus problemas diários, aplicando algumas regrinhas básicas, a fim de que o respeito pelo colega de trabalho seja preservado e que com muita paciência e diplomacia os trabalhos a serem executados não sejam comprometidos.

São elas:

1. Cada um da equipe deve entender que todos estão ali para resolver problemas e não para fazer valer suas imposições e suas vaidades pessoais.
2. Ouvir bem para que nenhum assunto seja entendido mal e nem interpretado ao bel-prazer de cada participante.

3. Admitir que o outro tem uma idéia melhor é uma demonstração de humildade e grandeza.

4. E a mais importante dica de todas é que após o final de uma reunião, todos colaborem com a pessoa que lançou uma idéia nova e que foi aprovada pela maioria.

Seguindo essas regras, um passo gigantesco terá sido dado rumo ao sucesso de toda a equipe.

Uma empresa em que seus membros não cooperam entre si é uma empresa fadada a não conseguir os resultados almejados.

Toda empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, deve adotar uma política de grande cooperação entre seus funcionários, com o intuito de que a mesma possa, junto aos seus membros, progredir cada vez mais.

Mas é bom lembrar que cooperar não é fazer o trabalho do outro e sim ajudar a equipe a realizar o melhor trabalho possível.

Fonte: A era da Cooperação
* Eugênio Sales Queiroz

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Pescadoras da Cooperativa da Comunidade Pesqueira de Balneário Barra do Sul em destaque com receitas à base de pescados

No dia primeiro de junho, no Hotel Bandeirantes da Barra, aconteceu o lançamento da 19ª Festa da Tainha de Balneário Barra do Sul. Um dos grandes destaques foi o coquetel à base de pescados preparado pelo grupo de mulheres da Cooperativa local. Os produtos utilizados foram desenvolvidos em parceria com a Epagri, que através de seus instrutores capacitaram no ano de 2010 mais de 80 alunos. A capacitação estava dentro de um conjunto de ações desenvolvidas pelo Projeto Cambira, que tem como parceiros a própria Epagri, IFC/Araquari, Banco do Brasil, Prefeitura Municipal e Associação de Mulheres Pescadoras. Os produtos servidos no coquetel foram elaborados a partir da lingüiça de peixe e da cambira. O hotel Bandeirantes da Barra é parceiro nessa iniciativa desde 2004. Além disso, durante o preparo dos pratos foi gravada a próxima edição do programa Gastromania, do canal TVCidade.



Dona Maria Luzia mostrando a confecção da linguiça de peixe

A pescadora Cheila Verbienen sendo entrevistada por Janete Fabro

Joana fazendo o preparo do kibe de peixe


Hoje, a atividade pesqueira conquistou sua valorização, especialmente pelos poderes públicos, não somente como uma atividade que precisa de melhor organização, mas, como a que tem um grande potencial para geração de empregos, confecção de produtos alimentícios e turismo. O trabalho de agregação de valor junto às comunidade pesqueiras é fundamental para a viabilidade econômica da atividade, visto que, os estoques naturais estão cada vez mais escassos.

Confira a matéria que veículou no jornla Notícias do Dia (03.06.201):




 Link http://www.ndonline.com.br/nddigital/index.php?cidade=joinville